É mais fácil ser igual. É simples. Mas quando se decide seguir o coração, ainda que o caminho apresente obstáculos, tudo passa a fazer sentido!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Amigos



Afinidade não é uma escolha, é um acontecimento natural...
Existem pessoas que passam a fazer parte da nossa vida e conseguem ultrapassar as barreiras de superficialidade (que qualquer envolvimento recente carrega) e conquistar espaço nesse nosso mundo interno e - ainda - desconhecido. Mas há outros que já foram batizados de "amigos" e que, com o passar do tempo, transformaram-se em apenas colegas. São aquelas "amizades' onde um precisa ser melhor que o outro, construídas por pessoas que perdem um tempo enorme falando de... pessoas. Não agregam, não transformam, vivem em alerta e em disputa.
Um amigo não precisa estar ao lado para estar por perto porque a ligação é maior que a distância física e a profundidade das conversas preenchem o tempo.
Vivemos cercados de pessoas assim o tempo inteiro e às vezes, por conta da correria na qual nossos dias se transformaram, acabamos por julgá-los iguais.
Amigos não são iguais, muito pelo contrário, são únicos. Não precisam de melindres para falar, não tem vergonha um com o outro, sabem que se pedirem ajuda, receberão, sempre haverá um lenço para secar as lágrimas e um colo para proteger.
Amigos protegem, defendem, acreditam!
Vibram com as vitórias e choram com os tropeços.
Podem ser mais ou menos especiais, mas são especiais e é isso que importa.
Amigos são os adoçantes do chá da vida, mas é preciso misturar para deixá-la realmente doce.
E não basta tê-los e saber que estão lá.
É preciso estar lá, muitas vezes.
Você tem estado lá? Pense nisso!

sábado, 4 de setembro de 2010

Sobre a morte...

Desde pequenos somos preparados para perder alguém. Sabemos que tudo é temporário e que existirá um momento, um terrível momento onde teremos que dizer Adeus com o coração apertado e os olhos cheios de lágrimas.
Isso aconteceu algumas vezes comigo.
Acontece com todos e eu não seria poupada...
Ninguém é.
Mas eu me sentia segura e forte. Uma segurança de quem já deu boa noite para a morte de tão perto que a viu chegar e achava que estava preparada para esse momento, mais, muito mais do que poderia imaginar.
Ledo engano.
Eu não estava tão preparada assim. Na verdade não estava nada preparada.
Minha avó era meu lindo amor e minha mestra. Ela conseguia dar conselhos com aquele sorriso que só os sábios possuíam e isso significava ouvir algumas coisas duras, algumas vezes.
Mas não importava. O tom da voz que vinha dela trazia uma energia completamente diferente à minha vida.
Era repleta de luz e protagonizava verdadeiros milagres.
Ela conseguiu transformar inimigos em amigos.
Era pequena fisicamente, mas carregava uma grandeza que a tronava gigante diante de nós.
Quando me olho no espelho, consigo enxergar seu olhar no meu, em minhas atitudes, meus sonhos, minha força. Todas as vezes em que fraquejei e que senti as pernas fracas, ela conseguiu (na sua pequenez) me carregar no colo e me fazer tentar outra vez. Ela sempre me ensinou a tentar outra vez.
Porém, chegou um momento em que se tornou maior que a própria existência, cumprindo lindamente sua missão nessa Terra. Criou filhos e netos e sobrinhos e adotados e amigos e vizinhos...
Criou luz, alegria, firmeza, valores, ética...
Criou tantas coisas que nos fez fortes até sem sua presença física.
Era o meu amor, meu porto seguro.
Meu maior orgulho!
Só tenho a agradecer à tudo que foi para mim, mesmo percebendo que eu sou tão fraca a ponto de pensar em desistir mais uma vez.
Ela estava aqui, me carregando no colo e me fazendo prometer que todas as lições que me passou no decorrer da vida não poderiam ter sido em vão.
E nesse momento, em que não senti as pernas no chão, em que percebi que havia mais dela em mim do que poderia supor é que aconteceu o milagre...
E passei a me sentir forte outra vez...

sábado, 12 de junho de 2010

Sobre o meio tempo.

Existe um espaço entre o que somos atualmente e o que desejamos ser no futuro. Esse espaço é o meio tempo.
É no meio tempo que as coisas acontecem e se encaminham para o lugar desejado (ou não).
O meio tempo é repleto de incertezas, de medos, de noites de lágrimas. É composto de risos também e de presenças especiais.
Existe uma atmosfera mágica que circunda esse meio tempo porque nele existem todas as nossas crenças, toda a nossa essência. Podemos mentir sobre o que fomos no passado ou sobre quem queremos nos transformar no futuro, mas não há muitas possibilidades de se mentir sobre quem somos AGORA, exatamente, no meio tempo.
Mas quem pensa que esse momento é acompanhado de cansaço, se engana.
O meio tempo é um lugar de pausa, também. Aquele lugar no qual ficamos sentados pensando em como as coisas podiam ser diferentes, já!
Essa pausa faz toda a diferença.
Ela explica o abismo que existe entre o que esperamos de nós mesmos e o que os outros esperam de nós.
(Porque é sabido que as pessoas sempre esperam alguma coisa das outras)
Nossa vontade pode mover o mundo, ou apenas as nossas pernas até o desejado.
O meio tempo também ensina, que muitas vezes esse destino precisa ser adiado e que, ao invés de optarmos por um atalho, o caminho mais longo é imprescindível em determinados momentos. Porque não basta caminhar e lutar, é preciso aprender.
E é nesse momento que mais aprendemos. No meio tempo.
Antes, quase tudo é dor e sofrimento, depois as lágrimas são apenas de gratidão pela vitória. mas agora...
Bom agora, é o momento de traçar objetivos, ter um alvo, planejar, executar...
Enquanto isso...
Nesse meio tempo...
Iremos viver, apenas.