É mais fácil ser igual. É simples. Mas quando se decide seguir o coração, ainda que o caminho apresente obstáculos, tudo passa a fazer sentido!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Até Aqui.




Pergunte à Lua quem eu sou.
Ela saberá dizer.
Ela conhece os meus sonhos,
E sabe me descrever.

Pergunte quais são os meus desejos,
Que beijos eu vivo a esperar.
Ela acompanha os meus passos,
Quando eu caminho para o mar.

Pergunte à Lua, se um dia.
Eu já pensei em desistir,
Ela dirá, com certeza, 
O que passei até aqui.

Até aqui tive dores,
Troquei de sonhos e amores.
Troquei de casas e camas.
Tropecei, lutei, caí.

Até aqui, eu chorei,
Muito menos que sorri.

Pergunte à Lua,
Ela ensina,
Como o jeito de menina
Pôde, assim, permanecer?

Do que é feito o meu chão?
O que eu acho da chuva?
Onde busquei ajuda?
Para chegar até aqui.

Até aqui tive encontros.
Passei por separações.
Tive que dizer Adeus.
Enfrentei decepções.

Passei por noites escuras.
Por pontes envelhecidas.
Cansei em muitas subidas.
Mas conheci algumas ruas.

Pergunte de onde vem.
Essa força, essa alegria.
Como aproveito meus dias.
De onde eu tiro coragem!

Quem sabe assim me conheça.
E até, então, se convença.
Que sou menor que os meus sonhos.
E maior do que você pensa.

Que o dia de hoje, meu aniversário, seja mágico!

sábado, 2 de julho de 2011

Sobre a noite escura...




Você abre os olhos, sente a brisa fresca que vem da janela e percebe a claridade do dia que amanheceu.
Um novo dia, uma nova oportunidade de realizar uma série de coisas que ainda estão no papel!
Mas não adianta não é? A dor ainda está ali e já deu todos os sinais possíveis de que não vai passar, pelo menos não na rapidez que você gostaria.
Dores são assim, precisam de tempo para suavizar, precisam ser sentidas em sua plenitude para que um dia, sejam apenas lembranças e, de preferência, positivas.
Nossos caminhos são repletos dessas noites escuras. Noites de silêncio, de pensamentos confusos, de decisões que precisam ser tomadas, de saudade que aperta o peito. Noites de vontade de voltar no tempo e fazer coisas diferentes, de monstros imaginários que moram dentro de armários ou debaixo da cama. De barulhos que ouvimos em todos os cantos da casa.
Onde estão os seus fantasmas?
Onde você os guardou?
Em que lugar você sabe que eles estarão mais perto e, exatamente por isso, você se sente mais vulnerável?
Os fantasmas pertencem às noites porque, nelas seus ouvidos não estão sendo massacrados pelos sons diários e você só consegue ouvir... Você mesmo.
E começa a se lembrar de um monte de coisas que haviam sido guardadas no armário e debaixo da cama.
Percebe que não precisa mais ser forte.
Que pode admitir que está com medo.
E simplesmente chorar.
E, enquanto chora, sente que algumas lembranças vão saindo de você, para sempre.
Entende que a dor nem é tão forte assim.
Que estar frágil em alguns momentos faz parte do show da vida.
Que os dias, por mais tímidos que possam nascer, trazem realmente uma nova oportunidade de fazer diferente.
Que os barulhos que o acompanharam à noite, já foram embora.
E que você já pode sair da cama, olhar embaixo, abrir os armários, sorrir e constatar.
Que os barulhos vinham, na verdade, de dentro de você.
Que o silêncio da noite escura te ensinou a ouvir sua própria voz.
Que as lágrimas que você derramou, suavizaram a sua dor.
Que a sua fé pode ultrapassar a noite.
E que fantasmas não existem.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Um segundo




Existe uma linha tênue entre a loucura e a sanidade,
Entre a dúvida e a certeza.
A alegria e a dor,
A vida e a morte.
Existe um segundo em que algo pode se transformar para o bem ou para o mal, mas é inegável que pode virar Para o oposto do que temos agora.
Um segundo apenas nos separa da realização de um sonho ou de uma perda absurda.
Em um segundo uma criança nasce e preenche o espaço, a casa, a família...
Em um segundo alguém vai embora, sem olhar para traz e deixa as lembranças vazias.
Um segundo, apenas. E tudo pode se transformar.
Você pode se apaixonar e se arrepender.
Vibrar e sofrer.
E chorar.
Um segundo e tudo vai mudar,
Nem tente fugir, não vai adiantar.
Em um segundo você vai cair.
E precisa acreditar.
Que um segundo é mais do que necessário para aprender a levantar.